⛽ PIS e COFINS sobre o Diesel em 2026: Entenda o que realmente mudou (e o erro que pode custar caro)
Nos últimos meses, uma informação começou a circular com força no mercado:
“O PIS e a COFINS do diesel foram zerados.”
Mas a verdade é outra — e entender isso pode fazer toda a diferença no custo da sua operação, principalmente no setor de transporte.
🔎 O que mudou na tributação do diesel?
Com a MP nº 1.340/2026 e o Decreto nº 12.875/2026, o governo federal ajustou as alíquotas de PIS e COFINS incidentes sobre o diesel.
No entanto, não houve isenção total.
As alíquotas foram reduzidas para valores residuais:
- PIS: R$ 0,01 por metro cúbico
- COFINS: R$ 0,05 por metro cúbico
Ou seja, o tributo continua existindo — ainda que em nível mínimo.
⚠️ Mito vs Verdade
❌ Mito:
“O PIS e a COFINS do diesel foram zerados.”
✅ Verdade:
As contribuições foram reduzidas, mas mantidas de forma estratégica.
🧠 Por que o governo não zerou completamente?
Aqui está o ponto mais importante — e que muita gente não está enxergando:
A manutenção de uma alíquota mínima não é por acaso.
Ela existe para garantir que empresas no regime não cumulativo (como as do Lucro Real) continuem tendo direito ao crédito de PIS e COFINS sobre o diesel.
💡 Impacto direto para empresas no Lucro Real
Para empresas que apuram PIS e COFINS no regime não cumulativo:
👉 O crédito continua existindo
👉 E continua sendo calculado sobre o valor de aquisição do combustível
Isso é fundamental para:
- Redução da carga tributária efetiva
- Controle de custo operacional
- Formação de preço no transporte
🚨 E se tivesse sido zerado?
Se o governo tivesse aplicado alíquota zero total, o cenário seria outro:
❌ Possível perda do direito ao crédito
❌ Aumento do custo efetivo do diesel
❌ Impacto direto na margem das empresas
Ou seja: o “alívio” no imposto poderia, na prática, sair mais caro.
⚙️ O que as empresas precisam ajustar agora?
Essa mudança exige atenção operacional imediata:
📊 Escrituração fiscal
- Revisar a EFD-Contribuições
- Garantir o correto aproveitamento dos créditos
🖥 Sistemas
- Ajustar parâmetros de apuração
- Validar coeficientes e tabelas fiscais
📑 Classificação tributária
- Conferir corretamente a tributação do diesel
- Evitar erros na apropriação de créditos
⛽ ICMS sobre o diesel: houve mudança?
Não.
O ICMS continua seguindo o modelo monofásico, sem alteração nessa recente atualização.
📅 Atenção ao prazo
As regras atuais possuem prazo de vigência definido (inicialmente até maio de 2026), podendo sofrer alterações por novas medidas.
👉 Ou seja: esse é um tema que exige acompanhamento constante.
📉 O erro mais comum (e perigoso)
O maior risco hoje não é a mudança em si —
é a interpretação superficial.
Empresas que acreditam que o tributo foi “zerado” podem:
- Deixar de aproveitar créditos
- Apurar tributos de forma incorreta
- Tomar decisões erradas na formação de preço
E no setor de transporte, isso impacta diretamente o resultado.
📌 Conclusão
A redução do PIS e da COFINS sobre o diesel não é apenas uma medida de alívio tributário —
é uma estratégia que preserva o direito ao crédito e mantém o equilíbrio da cadeia.
Por isso, mais importante do que acompanhar o preço do combustível…
é entender o efeito tributário por trás dele.
📣 Como sua empresa deve agir
Se o diesel faz parte do seu custo:
- Revise sua apuração de PIS e COFINS
- Garanta o aproveitamento correto dos créditos
- Ajuste seus sistemas e controles fiscais
💡 Precisa entender como isso impacta sua empresa na prática?
Uma análise técnica pode evitar prejuízos silenciosos e melhorar sua margem operacional.





